O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 19 de agosto o julgamento que decidirá o futuro da sucessão no governo do Rio de Janeiro. A decisão irá determinar se o estado terá eleições diretas ou indiretas para preencher o mandato-tampão de governador.
O caso chegou ao STF após o diretório estadual do PSD contestar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSD defende a realização de eleições diretas, onde a população escolheria o governador interino, em oposição à eleição indireta proposta pelo TSE, que seria decidida pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A necessidade de uma eleição suplementar surgiu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que foi condenado à inelegibilidade pelo TSE em março. Com a saída de Castro, a renúncia do ex-vice-governador Thiago Pampolha para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado e a cassação do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o TSE determinou a realização de uma eleição indireta para um mandato que se encerraria em 2026.
O PSD argumenta que a renúncia de Castro, ocorrida pouco antes do prazo limite, foi uma manobra para viabilizar a eleição indireta, prejudicando a escolha popular. O julgamento no STF, que foi suspenso em abril após pedido de vista do ministro Flávio Dino, agora tem data marcada para definir a questão.
Atualmente, o cargo de governador interino do Rio de Janeiro é ocupado por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

