O candidato à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, apresentou um programa de governo abrangente, delineando propostas em 15 áreas distintas. Dentre os pilares de sua campanha, destacam-se a expansão de direitos trabalhistas e o fortalecimento da saúde pública.
Na área da saúde, Pimenta propõe um aumento significativo nas verbas destinadas ao setor público, a criação de um plano de emergência para a construção de novos hospitais e postos de saúde em todo o território nacional, e a contratação de profissionais de saúde por meio de programas como o Mais Médicos. Adicionalmente, o plano prevê a abertura imediata de centenas de cursos de medicina e enfermagem em universidades públicas, com acesso facilitado e sem a exigência de vestibular.
No âmbito trabalhista, o candidato defende o cancelamento da reforma trabalhista e das reformas previdenciárias. Suas propostas incluem a aposentadoria após, no máximo, 25 anos de contribuição para mulheres e 30 para homens, além da reposição integral de 100% das perdas salariais e de aposentadorias e pensões. A jornada de trabalho seria reduzida para um máximo de 35 horas semanais, com a previsão de um salário-desemprego equivalente ao último salário recebido para todos os trabalhadores demitidos.
O programa de governo também aborda outras áreas cruciais. Na educação, propõe a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares e o aumento das verbas para a educação pública, além de uma jornada de trabalho de até 30 horas semanais para professores. Para a habitação, defende a expropriação de imóveis vagos de especuladores, a proibição de despejos e a construção de milhões de novas moradias.
A reforma agrária é outro ponto central, com a proposta de assentamento imediato de milhões de sem-terra e a demarcação de terras indígenas. Pimenta também defende o direito ao armamento para trabalhadores do campo e indígenas.
Na economia, o plano inclui o cancelamento de todas as privatizações, uma redução de 50% no preço dos combustíveis, o fim da paridade com o dólar, e impostos sobre grandes fortunas. Propõe ainda um aumento emergencial de 50% em todos os salários, um salário mínimo de R$ 7,5 mil, um Bolsa Família no valor de um salário mínimo, a anulação de dívidas de trabalhadores com o sistema financeiro e o fim dos impostos sobre consumo e salários, concentrando a tributação nos lucros dos capitalistas.

