O Brasil assiste horrorizado a um vídeo que viralizou nas redes sociais: uma mulher grávida é espancada com socos e pedaços de madeira por membros do Comando Vermelho.
Em meio a gritos de desespero e súplicas (“Vou perder o filho!”), a vítima se torna o retrato da brutalidade imposta por facções que, segundo o Presidente Lula em declarações polêmicas, seriam “vítimas da sociedade” (embora ele tenha se retratado em parte após a repercussão).
Enquanto o crime organizado atua com sua própria “legislação” e “tribunais”, aplicando castigos selvagens – muitas vezes chamados de “tribunais do crime” –, o Governo do PT se posiciona contra a classificação do Comando Vermelho e do PCC como grupos terroristas na Lei Antiterrorismo.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já afirmou publicamente que o governo é terminantemente contra essa equiparação, alegando que o terrorismo tem um objetivo político-ideológico e a classificação pela lei internacional poderia dar guarida para intervenção de outros países.
Principais Pontos de Choque:
A Brutalidade do “Tribunal do Crime”: As facções exercem um poder paralelo, impondo castigos extremos. O espancamento da gestante é um exemplo chocante dessa legislação própria e sádica.
O Discurso de “Vítimas da Sociedade”: A fala de Lula, ao sugerir que traficantes também seriam vítimas, gerou intensa controvérsia e é frequentemente usada por críticos para questionar a postura do governo diante do crime organizado.
A Recusa em Classificar como Terrorismo: Oposição e parte da sociedade pressionam para que CV e PCC sejam classificados como terroristas, devido ao seu poder e violência.
O governo, no entanto, argumenta que o objetivo das facções é puramente o lucro (tráfico de drogas e armas), e não político/ideológico, o que as diferenciaria do conceito legal de terrorismo.
A violência contra a mulher grávida não é apenas um crime hediondo, mas um símbolo do desafio que o crime organizado representa à soberania do Estado e à segurança de milhões de brasileiros, colocando em xeque as políticas de segurança e a retórica oficial.

