A moeda americana encerrou a sessão desta sexta-feira em queda, cotada a R$ 5,142, o menor patamar em pouco mais de dez dias. O movimento acompanhou um cenário de alívio nos mercados internacionais e maior disposição dos investidores a assumir riscos, impulsionando a bolsa brasileira, que avançou quase 2%.
A desvalorização do dólar no exterior, aliada às expectativas em torno do cenário eleitoral no Brasil, contribuiu para a performance da moeda. No âmbito global, o enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas fortes foi observado, com o índice DXY atingindo níveis baixos em três meses. Isso se deve, em parte, às expectativas de maior liquidez no mercado de títulos americanos, após o Tesouro dos EUA sinalizar operações de recompra de títulos de longo prazo.
O real brasileiro figurou entre as moedas com melhor desempenho do dia, em linha com o peso chileno. O euro e a libra esterlina também apresentaram valorização expressiva frente ao dólar, atingindo máximas de meses.
Na bolsa de valores, o Ibovespa fechou em alta de 1,85%, superando os 171.000 pontos, impulsionado principalmente por ações de bancos. Apesar da alta semanal, o índice ainda acumula perdas no mês. O fluxo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro segue no radar dos investidores, após um período de saídas significativas.
No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent encerrou a semana com forte valorização, ultrapassando os US$ 94. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, particularmente entre Estados Unidos e Irã, e as incertezas sobre a segurança do transporte marítimo em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, continuam a influenciar os preços da commodity.

