A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou o calendário oficial para o anúncio das bandeiras tarifárias que vigorarão em 2026. Consumidores poderão acompanhar mensalmente as decisões que impactam diretamente o valor das contas de luz, com a primeira definição para o próximo ano marcada para 30 de janeiro.
O sistema de bandeiras tarifárias, implementado em 2015, é um indicador crucial dos custos variáveis associados à geração de energia elétrica no Brasil. As diferentes cores – verde, amarela e vermelha (em dois patamares) – sinalizam o custo adicional que os consumidores podem enfrentar, dependendo das condições de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). A bandeira verde, atualmente em vigor, não representa custo extra na fatura.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável por reavaliar mensalmente as condições de geração e a demanda por energia, elaborando previsões de custos que fundamentam a classificação das bandeiras. Essa análise permite antecipar a variação nos custos e informar os consumidores com antecedência.
As datas de divulgação foram estabelecidas para que os consumidores possam se planejar. Em fevereiro, a definição para março ocorrerá no dia 27. Em março, a bandeira de abril também será anunciada no dia 27. Já em abril, a Aneel informará a bandeira de maio no dia 24. O cronograma segue com a divulgação da bandeira de junho em 29 de maio; a de julho em 26 de junho; a de agosto em 31 de julho; a de setembro em 28 de agosto; e a de outubro em 25 de setembro. Para novembro, o anúncio será em 30 de outubro, e a bandeira de dezembro em 27 de novembro. A previsão para janeiro de 2027 será divulgada em 23 de dezembro de 2026.
É importante ressaltar que, anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel revisa e define os valores aplicados às bandeiras. Atualmente, a bandeira amarela adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, indicando condições de geração menos favoráveis. Na bandeira vermelha Patamar 1, o acréscimo é de R$ 4,46 para cada 100 kWh. Já o Patamar 2 da bandeira vermelha, que representa as condições de geração mais custosas, eleva a tarifa em R$ 7,87 por 100 kWh consumidos.

