Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » Precatórios impactam contas públicas e governo registra maior déficit primário para março desde 1997
    Economia

    Precatórios impactam contas públicas e governo registra maior déficit primário para março desde 1997

    RedaçãoPor Redação29 de abril de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    O governo central registrou um déficit primário de R$ 73,783 bilhões em março, o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1997. A principal causa apontada pelo Tesouro Nacional foi o pagamento antecipado de precatórios, dívidas da União decorrentes de sentenças judiciais definitivas.

    Essa cifra representa uma deterioração significativa em comparação com março do ano anterior, quando houve um superávit de R$ 1,527 bilhão. A mudança no calendário de pagamento dos precatórios, com a concentração em março deste ano, enquanto em 2025 a maior parte foi paga em julho, explica a diferença.

    O déficit primário ocorre quando as receitas arrecadadas com tributos e impostos são inferiores às despesas do governo, excluindo os juros da dívida pública. Em março, as despesas totais atingiram R$ 269,881 bilhões, um aumento de 49,2% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado. Por outro lado, a receita líquida cresceu 7,5% acima da inflação, somando R$ 196,1 bilhões.

    Os maiores aumentos de gastos foram observados em sentenças judiciais e precatórios (custeio e investimento), com R$ 34,903 bilhões, benefícios previdenciários (R$ 28,615 bilhões, sendo R$ 23,982 bilhões em precatórios) e pessoal e encargos sociais (R$ 11,258 bilhões, com R$ 8,786 bilhões em precatórios). O Tesouro Nacional informou que os precatórios também influenciaram o aumento das despesas com Previdência e folha de pagamento, por estarem vinculados a decisões judiciais.

    Apesar da piora no resultado fiscal, a arrecadação apresentou crescimento impulsionada pelo desempenho da economia e por medidas tributárias recentes. Destaques incluem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto de Importação, Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). No entanto, o avanço das receitas não foi suficiente para compensar o expressivo aumento das despesas.

    No acumulado do primeiro trimestre, as contas públicas registraram um déficit de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit de R$ 54,993 bilhões do mesmo período em 2025. Este resultado também foi impactado pela antecipação no pagamento de precatórios, embora o superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro tenha ajudado a mitigar o déficit acumulado.

    Os investimentos federais apresentaram crescimento expressivo em março, com R$ 14,8 bilhões (323,9% acima da inflação), totalizando R$ 24,4 bilhões no acumulado do ano (146,4% acima da inflação), refletindo a aceleração de projetos públicos.

    A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB. Contudo, regras aprovadas permitem a exclusão de despesas, incluindo precatórios, do cálculo. Mesmo com esses abatimentos, a previsão oficial do governo aponta para um déficit efetivo de R$ 59,8 bilhões no ano, indicando um novo ano com contas no vermelho.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    Dólar atinge menor patamar desde junho com petróleo em alta e fluxo estrangeiro

    22 de julho de 2026

    Brasil Soberano 3: governo lança socorro de R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

    22 de julho de 2026

    Banco do Brasil revoluciona contas de campanha com processo 100% digital para eleição 2026

    22 de julho de 2026

    Reforma tributária: autônomos e produtores rurais ganham seis meses extras para se adequarem ao CNPJ

    22 de julho de 2026

    CNI mantém projeção de 2% para o PIB, mas alerta para riscos na economia

    22 de julho de 2026

    Tarifa de 25% dos EUA sobre etanol brasileiro: impacto limitado e motivos políticos

    22 de julho de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    Dólar atinge menor patamar desde junho com petróleo em alta e fluxo estrangeiro

    22 de julho de 2026

    Rodoviários do Rio: quinta reunião com patrões termina sem acordo e estado de greve continua

    22 de julho de 2026

    Justiça do DF ordena que Virgínia Fonseca remova publicidade irregular de apostas online

    22 de julho de 2026

    Brasil Soberano 3: governo lança socorro de R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas por tarifas dos EUA

    22 de julho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.