A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou suas projeções para a safra de grãos 2025/26, indicando um volume recorde de 360,1 milhões de toneladas. Este número representa um leve aumento de 0,4% em relação à estimativa anterior e um crescimento de 2,2% em comparação com a temporada passada, totalizando uma produção adicional de 7,8 milhões de toneladas.
A expansão da área cultivada é apontada como o principal motor desse crescimento, enquanto a produtividade média nacional deve permanecer estável, em torno de 4.311 quilos por hectare. As condições climáticas favoráveis, com chuvas adequadas e boa umidade do solo, também têm sido cruciais para o desempenho das lavouras, conforme destacou Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab.
A soja se destaca como o principal grão, com uma produção estimada em 180,6 milhões de toneladas, respondendo por metade do total projetado. Este volume representa um avanço de 5,3% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo aumento de 2,7% na área plantada e pelo uso de tecnologias avançadas pelos produtores.
No caso do milho, a expectativa é de uma colheita de 141,7 milhões de toneladas, um aumento de 0,4% sobre a safra anterior, correspondendo a quase 40% da produção total de grãos. A primeira safra do cereal está quase completa, e a segunda, com 38,9% da área colhida, prevê 109,43 milhões de toneladas, embora abaixo da média dos últimos cinco anos.
Outras culturas apresentaram desempenhos distintos. A produção de arroz, cuja colheita foi finalizada, totalizou 11,1 milhões de toneladas, uma queda de 13,1% devido à redução da área plantada. O feijão, com uma produção estimada de 3 milhões de toneladas, também registrou uma leve queda de 1,4%. Vasconcellos mencionou que adversidades climáticas, como escassez de chuvas no Nordeste e frentes frias com geadas no Sul e Sudeste, impactaram a segunda safra de feijão, mas garantiu que o abastecimento doméstico de arroz e feijão está assegurado.
O algodão prevê uma produção de 4,06 milhões de toneladas de pluma, com um ganho de produtividade de 2,8% compensando a diminuição de 3,2% na área plantada. A expectativa de exportação da fibra pode atingir 3,38 milhões de toneladas.
Já o trigo, cultura de inverno em fase final de plantio, projeta uma redução de 23,5% na colheita, totalizando 6 milhões de toneladas, devido à menor área destinada ao cultivo e à expectativa de menor produtividade.

