As vendas de títulos públicos federais a pessoas físicas alcançaram R$ 10,22 bilhões em maio, estabelecendo um novo recorde para o mês. O resultado, divulgado pelo Tesouro Nacional, representa um aumento de 19,46% em relação a abril e de 48,98% quando comparado a maio do ano anterior.
O desempenho foi impulsionado pelo lançamento do Tesouro Reserva, um novo título indexado à taxa básica de juros, que busca replicar a funcionalidade de caixinhas de bancos digitais. Este novo produto atraiu R$ 1,52 bilhão em vendas, correspondendo a 14,9% do total.
Os títulos atrelados à taxa Selic, que se encontra em 14,25% ao ano, foram os mais procurados, respondendo por 54,5% das vendas totais. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,05 bilhões (39,6% do total).
Títulos indexados à inflação (IPCA) representaram 22,5% das vendas, enquanto os prefixados totalizaram 16,1%. Outros produtos como o Tesouro Renda+, voltado para aposentadorias, e o Tesouro Educa+, para financiamento de estudos, responderam por 5,3% e 1,6% das vendas, respectivamente.
O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 251,01 bilhões ao final de maio, um crescimento de 3,61% em relação ao mês anterior. O aumento se deve à correção pelos juros e ao fato de que as vendas superaram os resgates em R$ 6,06 bilhões.
O programa atraiu 267.136 novos investidores em maio, elevando o número total para 35.591.801 participantes. O total de investidores ativos chegou a 3.592.215. A maioria das operações, 78,1%, foram de até R$ 5 mil, indicando a preferência de pequenos investidores. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 54,7% das transações.
Em termos de prazo, os títulos de curto prazo (até cinco anos) foram os preferidos, respondendo por 46,6% das vendas, seguidos pelos de cinco a dez anos (34,4%) e os de mais de dez anos (19%).

