O ex-maratonista olímpico Daniel Ferreira do Nascimento, conhecido como Danielzinho, foi localizado com vida no último sábado (1º), após 44 dias de desaparecimento. O atleta de 28 anos, que representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estava na zona leste de São Paulo.
Danielzinho havia sido visto pela última vez em Paraguaçu Paulista, no interior do estado, em 19 de junho. Ele foi reconhecido por um pedestre na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, no bairro do Belenzinho. A Guarda Civil Metropolitana foi acionada e, após confirmação de sua identidade, o atleta reencontrou seus familiares no 30º Distrito Policial, no Tatuapé.
Desde o sumiço, a família de Daniel Ferreira vinha realizando campanhas nas redes sociais na esperança de encontrá-lo.
Daniel Ferreira detém o recorde sul-americano da maratona, com o tempo de 2:04:51, marca estabelecida em Seul em abril de 2022. Ele superou o recorde brasileiro e sul-americano que pertencia a Ronaldo da Costa desde 1998. Sua performance em Seul o tornou o maratonista não africano mais rápido da história.
Em abril de 2023, ele conquistou o índice para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. No entanto, em julho de 2024, um teste antidoping realizado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) detectou o uso de esteroides anabolizantes, como drostanolona, metenolona e nandrolona. Ele foi suspenso preventivamente e impedido de participar das Olimpíadas. Em maio de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) impôs uma suspensão de cinco anos, retroativa a 15 de julho de 2024, banindo o atleta do esporte até julho de 2029.

