O atacante Rayan, de 19 anos, destacou a importância da disciplina tática imposta pelo técnico Carlo Ancelotti, mesmo para os jogadores de ataque, após a vitória do Brasil sobre a Escócia por 3 a 0. Rayan foi protagonista no primeiro gol brasileiro, ao desarmar o zagueiro adversário na área e servir Vinícius Júnior. Ele se tornou o jogador mais jovem a ser titular pela seleção em uma Copa do Mundo desde Marco Antônio em 1970 e o mais jovem a dar uma assistência em Mundiais desde Müller em 1986.
Em entrevista coletiva, o jogador, que atualmente atua no Bournemouth, explicou que a pressão inicial na saída de bola é uma exigência constante de Ancelotti. “Ele pede para a gente primeiro marcar e depois jogar. Essa parte é muito importante para a gente que está lá na frente, perto do gol. Trabalhando durante a semana, contra o Japão vai dar certo também”, afirmou Rayan, projetando o próximo confronto do Brasil na Copa do Mundo.
Questionado sobre os adversários do Japão, Rayan demonstrou bom humor e foco na estratégia da equipe. “Rapaz… Vou te falar que não sei o jogador mais perigoso, não. Só olhando no vídeo mesmo. Vamos trabalhar para dar nosso melhor e sairmos com a vitória”, respondeu.
O atacante também creditou parte de sua evolução defensiva ao técnico Fernando Diniz, com quem trabalhou no Vasco. Rayan foi um dos destaques do time carioca em 2025, marcando 20 gols e se tornando o primeiro atleta revelado pelo clube desde Edmundo em 2008 a atingir tal marca. “O Diniz sempre vai ser um pai. Na minha parte defensiva, como todo mundo viu no jogo passado, ele me ajudou bastante nisso”, declarou.
Rayan ainda expressou gratidão a Andoni Iraola, seu treinador no Bournemouth, que o auxiliou em seu desenvolvimento e na chegada à seleção brasileira. “Um cara que me ajudou bastante”, disse.
O jogador, que cresceu na comunidade Barreira do Vasco e é filho do ex-zagueiro Valkmar, ressaltou o orgulho de representar o Brasil em uma Copa do Mundo, lembrando de suas origens humildes. “A gente sabe do sofrimento que passou lá atrás. É um sentimento de muito orgulho. Quando criança, a gente trabalha para viver esse momento. Chegou o meu momento. Quero aproveitar o máximo possível, que é trazer o hexa para o Brasil”, concluiu.

