O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quarta-feira (1) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciem novamente sobre a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, e um carregador sobressalente. A determinação, com prazo de 48 horas, surge após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil do Distrito Federal.
A arma e o carregador foram encontrados em posse de um segurança de Bolsonaro durante uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal, no dia 15 do mês passado. O segurança, identificado como segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, alegou que a arma pertencia ao ex-presidente e que estava sendo levada para reparos.
No relatório final, a Polícia Civil indicou o indiciamento apenas do segurança, por entender que Bolsonaro não cometeu crime ao manter uma arma registrada em sua residência, mesmo em regime de prisão domiciliar humanitária. A defesa de Bolsonaro confirmou a propriedade da arma, destacando que ela possui registro e que não havia determinação judicial para sua apreensão.
Anteriormente, em 24 de maio, Moraes já havia pedido a manifestação da PGR. Na ocasião, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que ainda não vislumbrava falta grave na conduta de Bolsonaro, sugerindo aguardar a conclusão da investigação policial para um parecer mais completo.

