A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro, autorizando o afastamento temporário do ex-presidente de sua custódia para a realização de um procedimento cirúrgico.
O parecer da PGR é um passo crucial no processo que permite a internação, prevista para esta quarta-feira (24). A necessidade da intervenção médica foi atestada tanto pela equipe particular de Bolsonaro quanto confirmada por peritos da Polícia Federal (PF), garantindo a base técnica para a decisão judicial.
A cirurgia está agendada para a quinta-feira (25) e será realizada no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento visa tratar uma hérnia inguinal, além de um quadro de soluço persistente. A defesa informou à corte que a duração da internação deve variar entre cinco e sete dias.
A autorização para que Bolsonaro deixe a custódia policial foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A defesa também indicou a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos, Carlos e Flávio Bolsonaro, como acompanhantes durante o período hospitalar.
O ex-presidente, que atualmente se encontra em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação referente à trama golpista, contexto que exigiu a intervenção do STF para a liberação médica.

