O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou nesta segunda-feira (26) apoio à condução do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que apura supostas fraudes no Banco Master. Mendes utilizou suas redes sociais para destacar que Toffoli tem agido de acordo com os procedimentos legais estabelecidos.
Em sua publicação, Mendes ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já avaliou e confirmou a legitimidade de Toffoli para permanecer como relator do caso, rejeitando pedidos anteriores para seu afastamento. “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso”, declarou Mendes.
A atuação de Toffoli no caso tem sido alvo de críticas desde o início do mês, após reportagens indicarem que a Polícia Federal teria encontrado irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master. O fundo em questão adquiriu participação em um resort no Paraná, anteriormente pertencente a familiares do ministro.
Em dezembro do ano passado, Toffoli determinou que a investigação sobre o Banco Master fosse conduzida no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. Essa decisão foi tomada após a menção de um deputado federal nas apurações, o que implica foro privilegiado na Corte para o parlamentar.
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo uma tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, vinculado ao governo do Distrito Federal. As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 17 bilhões. Entre os investigados estão ex-diretores do banco e um ex-sócio.

