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    Início » Governo do DF propõe imóveis públicos como garantia para reforçar caixa do BRB
    Economia

    Governo do DF propõe imóveis públicos como garantia para reforçar caixa do BRB

    RedaçãoPor Redação21 de fevereiro de 2026
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    O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou um projeto de lei à Câmara Legislativa que autoriza a utilização de 12 imóveis públicos como forma de capitalizar o Banco de Brasília (BRB). A iniciativa visa fortalecer as finanças da instituição bancária, que enfrenta desafios após a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master.

    A proposta faz parte de um plano maior apresentado ao Banco Central com o objetivo de arrecadar, no mínimo, R$ 2,6 bilhões para cobrir as perdas financeiras registradas. Segundo o governo, os imóveis servirão como garantia para a captação de recursos, possivelmente através de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida não prevê a venda imediata do patrimônio, mas sim a redução de riscos para credores e a diminuição dos juros em operações de crédito para o BRB.

    O projeto de lei detalha três ações possíveis: a integralização de capital com bens móveis ou imóveis, a alienação de patrimônio com o direcionamento dos recursos para o banco, e a adoção de outras medidas permitidas pelo Sistema Financeiro Nacional. Caso aprovada, a legislação permitirá ao GDF transferir propriedades ao BRB, criar fundos de investimento imobiliário, constituir garantias ou realizar vendas diretas, de forma isolada ou combinada.

    A iniciativa surge em um momento de escrutínio sobre as operações entre o BRB e o Banco Master, que têm mantido o banco sob observação do mercado e de órgãos reguladores. Entre os imóveis listados para potencial uso estão o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), terrenos no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Parque do Guará, no Lago Sul, na Asa Norte e no Setor Habitacional Tororó. Essas propriedades pertencem a estatais como Terracap e Novacap.

    O projeto enfatiza a necessidade de uma avaliação prévia dos bens, a consideração do interesse público e o cumprimento das regras de governança antes de qualquer transação. A urgência da proposta é reforçada pela sinalização do Banco Central de que restrições podem ser impostas ao BRB caso o capital não seja recomposto até a divulgação do próximo balanço, em 31 de março. Medidas como limitações operacionais e impedimento de expansão de negócios estão entre as possíveis sanções.

    Nos últimos meses, o BRB tem buscado liquidez através da venda de carteiras de crédito, mas essa estratégia não resultou em aumento de patrimônio líquido, um fator crucial para a saúde financeira da instituição e para a conformidade com o índice de Basileia. A venda de ativos, na prática, troca bens por dinheiro sem elevar o capital próprio. A Câmara Legislativa deve debater o projeto nas próximas semanas. Um obstáculo adicional para o GDF na obtenção de crédito é a recente redução em sua nota de capacidade de pagamento (Capag) para C em 2025, o que impede o acesso a crédito com garantia do Tesouro Nacional.

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