O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete indivíduos condenados por sua participação no Núcleo 4 da trama golpista, que ocorreu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende ao trânsito em julgado do processo, encerrando a possibilidade de novos recursos.
Os condenados foram acusados de orquestrar campanhas de desinformação, disseminando notícias falsas sobre o processo eleitoral e promovendo ataques virtuais contra instituições e autoridades em 2022. A ordem de prisão foi encaminhada ao Exército, que efetuou a detenção do major da reserva Ângelo Martins Denicoli, do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.
O policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que já se encontrava preso preventivamente, passará a cumprir pena em regime definitivo. No entanto, a execução da condenação contra Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, ainda não foi realizada, pois ele é considerado foragido desde dezembro do ano passado, quando teve um mandado de prisão preventiva expedido.
O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu não foi detido por estar nos Estados Unidos. Informações sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros ainda não foram divulgadas.
Durante o julgamento em outubro do ano passado, a defesa dos réus pleiteou a absolvição, argumentando que as ações criminosas atribuídas a eles não foram devidamente descritas na acusação.

