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    Economia

    Petrobras lidera projeto global de ultrassom do fundo do mar para otimizar produção de petróleo

    RedaçãoPor Redação14 de abril de 2026
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    A Petrobras e seus parceiros no Consórcio de Libra anunciaram um investimento significativo de aproximadamente US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) em um projeto inovador de monitoramento sísmico submarino. A iniciativa, descrita pela petroleira como o “mais extenso” do mundo, utilizará tecnologia avançada para realizar uma espécie de ultrassom do subsolo marinho, permitindo a identificação detalhada de estruturas geológicas e o comportamento de fluidos como óleo, gás e água.

    O sistema será crucial para o acompanhamento das operações de produção de petróleo e gás em duas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs): Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). A coleta dos primeiros dados está prevista para o segundo trimestre de 2026.

    Segundo a Petrobras, este projeto inédito em águas profundas fornecerá dados essenciais para uma compreensão aprofundada da dinâmica dos reservatórios ao longo do tempo. Essa análise permitirá um gerenciamento mais eficaz, visando maximizar a recuperação de petróleo.

    O campo de Mero, localizado na Bacia de Santos e um dos principais polos produtores de petróleo do Brasil, terá seu reservatório monitorado por uma infraestrutura submarina composta por uma rede de sensores e instrumentos ópticos. A produção do campo já ultrapassou 680 mil barris por dia em média mensal em janeiro de 2026, evidenciando sua importância estratégica.

    A instalação dessa rede no leito marinho é conhecida como Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanente (PRM). A tecnologia promete otimizar a gestão dos campos, impulsionando a produção de óleo sem um aumento proporcional nas emissões, o que contribui para a redução da pegada de carbono.

    A primeira fase do projeto, que incluiu a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos cobrindo uma área de 222 km², foi concluída em março deste ano. A segunda fase, em andamento, prevê a construção de 316 km adicionais de cabos sismográficos para monitorar outras áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4), com conclusão esperada para o próximo ano.

    Inicialmente, os dados coletados serão processados a bordo das plataformas. No entanto, o plano é que, com o avanço do projeto, as informações sejam transmitidas via fibra óptica para a sede da Petrobras. Em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a companhia também aplicará Inteligência Artificial para analisar continuamente os dados do sistema PRM na área de Mero, fortalecendo a pesquisa científica e a segurança operacional.

    O campo de Mero faz parte do Bloco de Libra e é operado pela Petrobras em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda., Total Energies EP Brasil Ltda., CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda., e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que atua como gestora do Contrato de Partilha de Produção e representa a União na área adjacente.

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