A Polícia Federal (PF) intensificou a Operação Compliance Zero com a prisão de 13 indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes em negociações entre os bancos Master e BRB. A operação, iniciada em novembro de 2025, investiga um esquema complexo que envolve transações financeiras ilícitas.
Na mais recente fase, foram detidos o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. Costa é apontado como figura central em irregularidades dentro do banco público do Distrito Federal, enquanto Monteiro é descrito como o operador jurídico-financeiro do esquema liderado por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que já estava preso desde março.
As prisões preventivas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O número total de 13 prisões considera as diferentes fases da operação, sendo que Daniel Vorcaro foi detido em momentos distintos, elevando o número de mandados executados em relação ao de pessoas presas.
Ao longo das quatro fases da Compliance Zero, a PF realizou 96 mandados de busca e apreensão em seis estados brasileiros. A Justiça determinou o bloqueio de bens de suspeitos no valor de R$ 27,7 bilhões e o afastamento de investigados de seus cargos públicos, visando desmantelar a organização criminosa.
O diretor-executivo da PF, William Murad, destacou a complexidade da operação, que abrange fases e fatos distintos. A primeira etapa, em novembro de 2025, concentrou-se nas fraudes cometidas pelo Banco Master na venda de títulos de crédito ao BRB. As fases subsequentes ampliaram o escopo para investigar a corrupção de gestores do BRB e esquemas de lavagem de dinheiro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, ressaltou que a Operação Compliance Zero é parte de um esforço maior do governo federal para combater o crime organizado com maior intensidade nos próximos meses.

