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    Judiciário

    Policial militar suspensa após morte de mulher em São Paulo; entenda o caso

    RedaçãoPor Redação23 de abril de 2026
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    A policial militar Yasmin Ferreira foi afastada de suas funções por decisão judicial após atirar e matar Thawanna Salmázio em 3 de abril. A medida restringe o porte de arma de fogo da agente, proíbe o contato com testemunhas e familiares da vítima, e exige autorização judicial para deixar a comarca.

    Além disso, Ferreira deverá permanecer em recolhimento domiciliar entre 22h e 5h. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e o Ministério Público estadual confirmaram as informações.

    O magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza justificou a decisão citando a existência de provas de materialidade e indícios suficientes de autoria da conduta criminosa. Ele ressaltou que os elementos apresentados indicam um uso da força que extrapolou os limites legais, caracterizado por impulsividade, descontrole emocional e desproporcionalidade.

    O incidente ocorreu na noite de 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. Segundo o companheiro da vítima, o casal caminhava pela rua quando ele se desequilibrou e esbarrou no retrovisor de uma viatura policial. Os agentes pararam para verificar a situação, o que gerou um desentendimento. A policial Yasmin Ferreira desceu da viatura, discutiu com Thawanna Salmázio e efetuou o disparo. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu menos de uma hora depois.

    A Secretaria de Segurança Pública informou que a vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não sobreviveu. As circunstâncias do caso estão sendo apuradas prioritariamente pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias. O Ministério Público de São Paulo e a Ouvidoria da Polícia do Estado também instauraram procedimentos para investigar o caso.

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