A Defensoria Pública da União (DPU) emitiu um alerta sobre uma nova modalidade de golpe que tem como alvo cidadãos que já foram ou são assistidos pelo órgão. Criminosos estão se passando por defensores públicos federais para enganar pessoas que possuem ou tiveram processos judiciais iniciados pela DPU.
A tática utilizada pelos golpistas envolve o envio de mensagens via WhatsApp para os assistidos. Nelas, os criminosos utilizam indevidamente o nome e a imagem de defensores públicos federais. O objetivo é induzir as vítimas a realizar pagamentos, prometendo falsamente a liberação de valores em seus processos.
As justificativas para os pagamentos solicitados variam, incluindo a necessidade de quitar tributos, dívidas, custas de cartório ou honorários advocatícios, tudo sob a premissa de que isso agilizará ou possibilitará o recebimento de quantias esperadas.
“A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo”, esclarece a Defensoria.
Registros recentes desse tipo de fraude ocorreram em Aracaju e Brasília. Nos últimos meses, golpes semelhantes foram identificados com maior frequência nas regiões Sul e Sudeste do país.
Para evitar cair nesses golpes, a DPU recomenda que os cidadãos verifiquem a autenticidade de qualquer comunicação supostamente vinda do órgão. Isso pode ser feito entrando em contato pelos canais oficiais já conhecidos ou dirigindo-se a uma unidade da Defensoria. É fundamental nunca realizar pagamentos via boleto, Pix, depósitos ou cartão de crédito como condição para receber valores judiciais. A liberação de valores em processos ocorre por meio de bancos credenciados, mediante alvará judicial, e é feita presencialmente pelo beneficiário ou por seu advogado com procuração.
A Defensoria também aconselha atenção redobrada a comunicações suspeitas, observando detalhes como logomarcas incorretas, formatação incomum ou erros de português em documentos, que podem indicar falsidade.

