O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia à Justiça contra Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, e o filho Mauro Nepomuceno, o rapper Oruam. Além deles, outras nove pessoas foram denunciadas por envolvimento em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações, que levaram à expedição de mandados de prisão e busca e apreensão pela Polícia Civil, indicam que o grupo atuava na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro. A denúncia também aponta que Marcinho VP, mesmo detido há mais de duas décadas em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), continua exercendo influência hierárquica sobre a facção criminosa Comando Vermelho.
Segundo as apurações, Marcia Nepomuceno seria a gestora financeira do esquema, recebendo valores de outros traficantes para ocultar o patrimônio através da aquisição e administração de estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas. O rapper Oruam é apontado como beneficiário direto, utilizando sua carreira musical para disfarçar a origem ilícita dos fundos.
A estrutura da organização criminosa descrita na denúncia é dividida em quatro núcleos: o de liderança encarcerada, com Marcinho VP tomando decisões estratégicas; o núcleo familiar, composto por Marcia e Oruam, responsável pela intermediação de ordens e gestão de ativos; o núcleo de suporte operacional, focado na lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial; e o núcleo de liderança operacional, atuante nas comunidades na execução de atividades criminosas e repasse de valores.

