O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela condução do processo eleitoral brasileiro. A cerimônia marcou a transição de gestão, com Nunes Marques sucedendo a ministra Cármen Lúcia, cujo mandato de dois anos à frente da Corte se encerrou. O ministro André Mendonça foi empossado como vice-presidente.
A solenidade contou com a presença de altas autoridades do país, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Diversas outras personalidades dos Três Poderes prestigiaram o evento, que reuniu aproximadamente 1,5 mil convidados.
A seleção do presidente do TSE segue um critério de antiguidade entre os ministros que integram também o Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal é composto por sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados nomeados pelo presidente da República, além de seus respectivos substitutos.
Com a nova posse, a composição do TSE passa a ser formada por Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Boas Cueva (STJ), Floriano Azevedo Marques (jurista) e Estela Aranha (jurista).
Posteriormente à cerimônia, está previsto um coquetel para convidados em uma casa de festas em Brasília, com custo de R$ 800 por ingresso, que será custeado por uma associação de juízes federais.
Kassio Nunes Marques, natural de Teresina (PI), tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro. Antes de ingressar na Suprema Corte, atuou como desembargador no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região e teve uma carreira de 15 anos como advogado, além de ter sido juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.
André Mendonça, também com 53 anos, chegou ao STF em dezembro de 2021, igualmente indicado por Bolsonaro. Ele possui doutorado em direito pela Universidade de Salamanca e teve uma trajetória como servidor da advocacia pública federal entre 2000 e 2021, além de ter ocupado os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça durante o governo anterior.

