A quinta rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) e o sindicato patronal Rio Ônibus não chegou a um consenso. A reunião, realizada nesta quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), não resultou em acordo, mantendo a categoria em estado de greve.
As divergências centrais giram em torno do reajuste salarial e do valor da cesta básica. Os empresários propuseram um aumento de 5% nos salários, enquanto os rodoviários reivindicam 12%. Na oferta de cesta básica, os patrões ofereceram um acréscimo de 6%, elevando o valor para aproximadamente R$ 700 mensais. No entanto, o sindicato dos trabalhadores rejeitou a proposta, argumentando que, após descontos, o valor efetivo seria de cerca de R$ 600, insuficiente para impactar significativamente a vida dos empregados.
A sessão de conciliação foi conduzida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, como parte das tentativas de solucionar o conflito de forma consensual. Com o impasse, o dissídio coletivo seguirá seu trâmite legal.
O magistrado determinou a abertura de prazos para que as partes apresentem suas defesas e para que o Município do Rio de Janeiro se manifeste. Posteriormente, após réplica e parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT), o caso será submetido ao julgamento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic) para decidir sobre a abusividade da greve.
Apesar do encerramento da fase de conciliação, o desembargador Gustavo Alkmim destacou que as negociações podem ser retomadas a qualquer momento, caso haja interesse de ambas as partes. O TRT-RJ permanece à disposição para designar novas audiências.
A representante do MPT, procuradora Deborah da Silva Félix, também esteve presente e expressou a esperança de que o diálogo entre empregados e empregadores avance. Os rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram greve em 29 de junho e suspenderam o movimento em 2 de julho, a pedido do TRT-RJ, mantendo-se desde então em estado de greve.

