A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público contra 26 indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa ligada à facção Terceiro Comando Puro (TCP). O grupo é acusado de aplicar golpes de extorsão, roubos e estelionato, explorando falsos anúncios de venda de veículos e imóveis.
A denúncia detalha que os criminosos publicavam ofertas falsas de carros em plataformas como Facebook Marketplace e OLX. As vítimas, atraídas pelas promessas, eram levadas a Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde eram abordadas por membros armados do grupo. Sob ameaça, tinham seus bens subtraídos, incluindo cartões de crédito usados em máquinas de pagamento e eram forçadas a realizar transferências bancárias.
O esquema também envolvia falsos anúncios de aluguel e venda de imóveis. Vítimas que efetuavam transferências para garantir a locação ou compra de propriedades não recebiam mais contato, configurando estelionato.
As investigações apontam que os denunciados atuavam no núcleo financeiro da rede, sendo responsáveis pela lavagem de dinheiro obtido ilicitamente. Através de fracionamento e pulverização de valores, o objetivo era dificultar o rastreamento dos fundos. Os crimes ocorreram entre 2022 e 2024 em municípios da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, e em Cubatão, São Paulo.
O juiz Alexandre Abrahão determinou a prisão preventiva de Íris Maurício da Silva Almeida e Vilmara de Morais, considerados figuras de destaque na estrutura criminosa. Para os demais 24 réus, foram impostas medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico em juízo e proibição de contato com testemunhas, corréus e seus familiares.

