Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    • Início
    • Política
    • Polícia
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    Tempo de NoticiasTempo de Noticias
    Início » AGU aciona Justiça contra Discord por falhas na proteção a vulneráveis e pede R$ 500 milhões
    Judiciário

    AGU aciona Justiça contra Discord por falhas na proteção a vulneráveis e pede R$ 500 milhões

    RedaçãoPor Redação26 de agosto de 2026
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Pinterest Email

    A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma ação civil na Justiça Federal de Brasília contra a plataforma de comunicação Discord. A medida ocorre após a identificação de supostas violações que afetaram grupos vulneráveis no Brasil, levando a AGU a solicitar uma indenização de R$ 500 milhões por dano moral coletivo. O valor proposto é R$ 50 milhões para cada infração documentada.

    Segundo o ministro Jorge Messias, da AGU, a plataforma tem sido utilizada para a prática de comportamentos ilegais, com proteção insuficiente a mulheres, crianças, adolescentes e animais. Ele destacou que, apesar de diálogos e reuniões com representantes da empresa na tentativa de um termo de ajustamento de conduta, o Discord se recusou a assumir o cumprimento de obrigações legais perante o Estado brasileiro.

    O governo alega que a plataforma tem sido um ambiente para crimes, comparando-a a “cracolândias digitais” e “safáris digitais” onde animais são expostos à violência. O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington César, mencionou a sanção da lei 15.487, que autoriza a “ronda virtual legalizada” para coleta de arquivos relacionados a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.

    O secretário nacional de direitos digitais, Vitor Fernandes, citou a Operação Lívia, deflagrada em agosto, que investigou a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma live. O Discord foi notificado sobre os fatos, mas, segundo Fernandes, a empresa demorou para agir. Um alerta foi recebido pela plataforma às 3h50, mas o servidor só foi derrubado 25 minutos depois, e as contas dos envolvidos foram banidas apenas no dia seguinte. A empresa reconheceu não ter identificado riscos suficientes, apesar da live ter durado mais de duas horas.

    O governo avalia que o caso não é isolado, com mais de 115 relatórios técnicos de inteligência produzidos desde 2025 sobre indução ao suicídio, automutilação e maus-tratos a animais na plataforma. A AGU aponta que mecanismos como verificação de idade, supervisão e controle parental falharam, e que a criptografia ponta a ponta dificulta a detecção proativa de conteúdos criminosos. A legislação brasileira exige que as plataformas adotem medidas proativas de detecção e remoção de conteúdo, o que, segundo o governo, não foi observado.

    Em resposta, o Discord classificou a ação civil como “desproporcional” e afirmou manter diálogo com a AGU. A empresa declarou ter apresentado uma proposta com mudanças técnicas e investimento financeiro em segurança online no Brasil. O Discord negou a falta de cooperação, alegando que não houve atuação coordenada dos órgãos federais e que as medidas solicitadas não foram claras. Sobre o caso da adolescente, a empresa afirmou que a atividade ocorreu em múltiplas plataformas e que o servidor privado onde se investigou incentivo à automutilação foi desativado antes do ocorrido. A plataforma disse contar com equipes especializadas para detectar ameaças, identificar vítimas e remover conteúdos e usuários mal-intencionados, além de colaborar com autoridades para a detenção de suspeitos.

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email

    Postagens Recentes

    TSE e Google unem forças contra deepfakes eleitorais com nova ferramenta no YouTube

    27 de agosto de 2026

    TSE busca definir regras para combater deep fakes em campanhas eleitorais

    26 de agosto de 2026

    TSE pede voto consciente: “compareçam às urnas com orgulho”

    25 de agosto de 2026

    STF mantém proibição para devedores contumazes buscarem recuperação judicial

    25 de agosto de 2026

    Justiça do Rio decreta falência da Oi pela segunda vez após dívida bilionária

    25 de agosto de 2026

    Casas Bahia: justiça impede demissões em massa e exige negociação sindical

    25 de agosto de 2026
    Adicionar Comentário

    Comments are closed.

    • Facebook
    • Instagram
    Últimas Notícias

    TSE e Google unem forças contra deepfakes eleitorais com nova ferramenta no YouTube

    27 de agosto de 2026

    Professora Maria do Carmo apresenta plano social com foco em renda, autonomia e proteção às famílias

    27 de agosto de 2026

    Caixa Econômica Federal registra lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre impulsionado por crédito, mas vê inadimplência subir

    27 de agosto de 2026

    Mulheres negras lançam manifesto pelo “bem viver” e cobram mais espaço político em 2026

    27 de agosto de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Tempo de Noticias.Todos os direitos reservados.

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.