Em uma votação que demonstrou amplo apoio, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para compor o Tribunal de Contas da União (TCU). O placar final registrou 404 votos favoráveis contra 61 contrários e uma abstenção.
A indicação de Pacheco surge para preencher a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo nesta semana. Com a aprovação já confirmada pelo Senado na terça-feira (1º), o processo agora aguarda a promulgação pelo Congresso Nacional.
O TCU, órgão essencial no controle externo da administração pública federal, atua como braço auxiliar do Congresso Nacional. Sua principal função é fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos federais, embora não integre formalmente o Poder Judiciário.
O projeto que formalizou a indicação de Pacheco ao TCU (PDL 995/2026) foi originalmente apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contando com o respaldo de um grupo significativo de senadores de diferentes espectros políticos.
Rodrigo Pacheco possui uma trajetória política consolidada, tendo servido como deputado federal entre 2015 e 2018. Sua atuação no Senado foi marcada pela presidência da Casa em dois biênios: 2021-2022 e 2023-2024. Bacharel em direito e especialista em direito penal econômico internacional, Pacheco é advogado criminalista e já atuou como conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Durante sua gestão como presidente do Senado, Pacheco esteve à frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, período crítico da pandemia que envolveu desafios como a crise de oxigênio em Manaus e a aceleração do programa de vacinação.
No âmbito legislativo, o senador é autor de importantes projetos, incluindo o marco regulatório da inteligência artificial (PL 2338/23), a atualização do Código Civil (PL 4/25), a criação da Sociedade Anônima do Futebol (PL 5516/19) e o Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (PLP 121/24).

