Em meio a um cenário de incertezas geopolíticas e dificuldades de visto, a seleção do Irã fez sua estreia na Copa do Mundo nos Estados Unidos, empatando em 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles. A partida, válida pelo Grupo G, viu as duas seleções somarem um ponto, liderando a chave que também conta com Bélgica e Egito, que mais cedo empataram em 1 a 1.
A participação iraniana no torneio já era cercada de expectativa, remetendo a confrontos históricos e a questões políticas. A obtenção de vistos para os Estados Unidos representou um obstáculo significativo para jogadores, dirigentes e comissão técnica. Apesar de um cessar-fogo anunciado dias antes, o clima de conflito havia impactado a logística da equipe, que se concentrou em Tijuana, no México, e só teve autorização para entrar em solo americano um dia antes da estreia.
O contexto extracampo também se manifestou em protestos em frente ao estádio. Membros da comunidade persa em Los Angeles dividiram-se entre o apoio à equipe e manifestações contra o governo iraniano, com alguns inclusive exibindo a antiga bandeira nacional, símbolo político que gerou debates sobre sua permissão no evento.
Dentro de campo, o jogo foi movimentado desde o início. A Nova Zelândia abriu o placar com Elijah Just, mas o Irã buscou o empate ainda no primeiro tempo com Ramin Rezaeian. Na segunda etapa, os neozelandeses voltaram a ficar na frente com Chris Wood, mas o Irã, novamente com Mohammad Mohebi, igualou o marcador em uma partida que viu ambas as equipes mostrarem ambição ofensiva, mas que terminou com um placar igualitário.
Com este resultado, Irã e Nova Zelândia dividem a liderança do Grupo G com um ponto cada. O próximo desafio do Irã será contra a Bélgica em Los Angeles, enquanto a Nova Zelândia enfrentará o Egito em Vancouver. Ambas as seleções da Ásia e da Oceania almejam uma inédita classificação para a segunda fase do Mundial.

