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    Início » Gilmar Mendes ordena investigação federal sobre suposta espionagem contra secretários do Recife
    Judiciário

    Gilmar Mendes ordena investigação federal sobre suposta espionagem contra secretários do Recife

    RedaçãoPor Redação1 de fevereiro de 2026
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    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a suspeita de monitoramento ilegal de membros do governo municipal do Recife. A decisão visa apurar se houve vigilância indevida contra o secretário de Articulação Política e Social da prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo, que também é assessor municipal.

    Segundo as alegações da gestão do prefeito João Campos, os dois teriam sido seguidos e monitorados por agentes da Polícia Civil de Pernambuco, com um rastreador inclusive instalado em um veículo do secretário. A suposta espionagem teria se estendido ao ambiente digital, com coleta de dados e uso de reconhecimento facial, conforme detalhado por Mendes em um despacho.

    O ministro classificou a conduta como uma possível “fishing expedition”, uma prática ilegal no Brasil que consiste em investigações genéricas e sem delimitação específica em busca de crimes. Mendes determinou a paralisação de uma apuração conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco enquanto o caso estiver sob investigação federal, para evitar sobreposição e garantir a integridade da investigação.

    O caso ganhou destaque após reportagens que indicaram a instalação do rastreador no carro de Monteiro no ano passado. Gilmar Mendes ressaltou em seu despacho que o uso de vigilância com fins políticos, sem controle judicial, representa uma violação da intimidade, legalidade, impessoalidade e igualdade, especialmente em um contexto de pré-campanha eleitoral.

    A PF agora tem a tarefa de verificar se existem indícios mínimos de crimes cometidos por agentes estaduais de Pernambuco. A situação ocorre em um momento de pré-campanha eleitoral no estado, com o prefeito João Campos sendo pré-candidato ao governo, o que pode intensificar as disputas políticas.

    Em resposta, o governo de Pernambuco negou o monitoramento ilegal de adversários, afirmando que as ações da Polícia Civil foram regulares e estavam vinculadas a investigações criminais sobre supostos desvios na prefeitura do Recife.

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