A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, focada em investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal e no Maranhão, sob determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as personalidades sob investigação está o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Conforme apurado pela PF, as investigações apontam para indícios de movimentações financeiras e patrimoniais ilícitas, realizadas através de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e transações em espécie.
A representação enviada ao STF detalha que Weverton Rocha teria atuado na formulação de demandas, indicação de beneficiários, cobrança de pagamentos, acompanhamento de repasses, negociação de imóveis e interferência em decisões patrimoniais. O advogado Willer Tomaz de Souza é apontado como uma figura central na estrutura investigada, com ligações a empresas, aeronaves, operadores financeiros e contatos políticos.
Os mandados de busca e apreensão também atingiram familiares do senador, empresários, operadores financeiros e escritórios de advocacia mencionados nas apurações. A esposa do senador, Samya Rocha, teria recebido valores superiores a R$ 11 milhões de empresas associadas a Willer Tomaz.
O ministro André Mendonça destacou em sua decisão que as evidências apresentadas vão além de meras conjecturas, citando a existência de uma correlação temporal entre comunicações, aportes financeiros e cobranças. A PF informou que as apurações continuam para determinar a origem e o destino dos recursos, o propósito dos repasses e a responsabilidade individual de cada investigado. A Agência Brasil aguarda posicionamentos dos citados.

