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    Judiciário

    Polícia Federal investiga suposta campanha paga contra o Banco Central após liquidação do Master

    RedaçãoPor Redação28 de janeiro de 2026
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    A Polícia Federal (PF) iniciou um novo inquérito para investigar a possível orquestração de uma campanha difamatória contra o Banco Central (BC) nas redes sociais. A investigação surge após a autoridade monetária ter decretado a liquidação do banco Master e recebeu impulso com denúncias de influenciadores digitais.

    As suspeitas ganharam força com relatos de que influenciadores de direita teriam sido abordados com ofertas financeiras para produzir conteúdo crítico ao BC. Um dos que vieram a público com a denúncia foi Rony Gabriel, vereador de Erechim (RS) pelo PL. Ele relatou ao jornal O Globo ter sido procurado por executivos ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Master, com a proposta de criticar a liquidação do banco e questionar a credibilidade da instituição central.

    O caso Master já é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Este inquérito investiga supostas fraudes financeiras relacionadas à tentativa de compra da instituição pelo BRB, banco público do Distrito Federal. O Banco Central vetou o negócio, levantando preocupações de que o BRB pudesse estar adquirindo carteiras de crédito inviáveis, sem lastro em ativos reais.

    As estimativas sobre o rombo financeiro envolvido variam entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4 bilhões. Daniel Vorcaro e outros envolvidos já começaram a prestar depoimentos à PF.

    Diante das novas denúncias sobre a suposta campanha negativa articulada nas redes, a PF elaborou um relatório preliminar e o submeteu ao ministro Dias Toffoli. Após análise de postagens e outras evidências, o ministro autorizou a abertura deste inquérito específico para apurar se houve uma ação paga e coordenada, o que poderia configurar crime contra as instituições.

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