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    Início » Sindicato de jornalistas pede ao TSE para defender acervo da Agência Brasil
    Judiciário

    Sindicato de jornalistas pede ao TSE para defender acervo da Agência Brasil

    RedaçãoPor Redação15 de julho de 2026
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    O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permissão para atuar como ‘amicus curiae’ em um processo movido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O objetivo é assegurar o acesso público ao acervo jornalístico da Agência Brasil durante o período eleitoral.

    A EBC, empresa pública ligada à Secretaria de Comunicação da Presidência, decidiu arquivar o conteúdo da Agência Brasil dos últimos três anos e meio, visando evitar a violação de regras de publicidade indevida antes das eleições de outubro. A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, justificou a medida pela inviabilidade de revisar mais de 180 mil matérias em busca de menções a autoridades ou termos que pudessem configurar propaganda, além da ausência de ferramentas confiáveis para tal verificação em larga escala.

    Diante disso, a EBC busca no TSE autorização e segurança jurídica para manter o acervo da Agência Brasil acessível. É neste contexto que o SJPDF se manifesta, pedindo para intervir no caso como ‘amigo da corte’, um especialista que pode oferecer subsídios ao tribunal.

    A atuação como ‘amicus curiae’ permite ao sindicato apresentar informações e dados relevantes para o esclarecimento do processo, embora não possua o direito de fazer pedidos diretos ao juiz ou de interpor recursos sobre o mérito da decisão.

    O SJPDF argumenta que o arquivamento do acervo prejudica a sociedade ao restringir o acesso à informação, ferir a autonomia da comunicação pública e a liberdade de imprensa. O sindicato ressalta a distinção entre a Agência Brasil, que integra o braço público da EBC, e outros veículos da empresa voltados à comunicação governamental.

    Um dos principais pontos levantados pelo sindicato é que o conteúdo jornalístico da EBC possui natureza jurídica distinta da publicidade institucional e, portanto, não deveria estar sujeito às mesmas restrições da propaganda governamental no período eleitoral. A remoção dos conteúdos pode transmitir a impressão equivocada de que o jornalismo produzido pela EBC constitui promoção institucional ou publicidade governamental.

    O sindicato também destacou o impacto negativo do arquivamento para a sociedade, citando a retirada do ar de milhares de reportagens sobre temas de grande relevância social, como direitos humanos, povos indígenas, meio ambiente, ciência e saúde, que raramente recebem cobertura aprofundada na mídia comercial.

    Veículos como a TV Brasil, Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC e Radioagência Nacional compõem a EBC e são responsáveis pela produção de conteúdos jornalísticos, culturais, educativos, históricos e documentais de interesse da sociedade brasileira. A Constituição Federal prevê a complementaridade entre os sistemas de radiodifusão privado, público e estatal, garantindo que o jornalismo público ofereça informação de interesse social, sem as prioridades comerciais que frequentemente orientam o mercado de comunicação.

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