O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que definirá se a escolha para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro ocorrerá por eleições diretas ou indiretas. O pedido de vista foi feito pelo ministro Flávio Dino, que aguardará a publicação do acórdão referente à condenação de inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a interrupção do processo, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, permanece no exercício interino do cargo de governador. O julgamento teve início nesta quarta-feira (8) e estava com placar de 1 a 1.
Inicialmente, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou a favor de eleições diretas, permitindo que os eleitores escolham o novo governador por meio de voto. Zanin argumentou que a renúncia de Cláudio Castro, ocorrida um dia antes de sua condenação pelo TSE e com o objetivo de disputar uma vaga no Senado, configurou uma “tentativa de burla” para evitar a convocação de uma eleição popular.
Em contrapartida, o ministro Luiz Fux apresentou voto pela realização de eleição indireta, na qual a escolha seria feita pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A ação em análise no STF foi movida pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado.

