O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu sua participação societária em uma empresa familiar que vendeu parte de um resort no Paraná a fundos associados ao Banco Master. A manifestação surge em meio a um inquérito relatado pelo próprio Toffoli, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição.
A defesa de Toffoli, através de nota divulgada nesta quinta-feira (12), detalha que o magistrado é sócio da empresa Maridt, de caráter familiar. Conforme a Lei Orgânica da Magistratura, ministros podem deter participação em empresas e receber dividendos, desde que não atuem na gestão.
A nota informa que a Maridt vendeu sua participação no resort Tayaya, localizado em Ribeirão Claro (PR), em duas etapas: uma parte em setembro de 2021 para o fundo Arllen e outra em fevereiro de 2022 para a empresa PHD Holding. Segundo o gabinete, todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal.
O gabinete de Toffoli ressalta que o inquérito sobre o Banco Master chegou ao STF em novembro do ano passado, período em que a Maridt já não possuía mais participação no empreendimento hoteleiro. O ministro também negou veementemente qualquer relacionamento de amizade com Daniel Vorcaro, principal investigado no caso e proprietário do Banco Master, e afirmou nunca ter recebido valores do empresário ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
As explicações de Toffoli foram motivadas por um relatório da Polícia Federal (PF) que apontou menções ao ministro em conversas extraídas do celular de Vorcaro. O documento, entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, levantou a possibilidade de suspeição do magistrado no inquérito. Em nota anterior, o gabinete de Toffoli já havia classificado o pedido de suspeição da PF como “ilações” e questionado a legitimidade da corporação para tal solicitação.

