O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou uma investigação para apurar a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão. A medida, determinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, surge após a divulgação de que a campanha de Bolsonaro não conseguiu registrar sua candidatura no sistema eleitoral devido a essa filiação inesperada.
O caso ganhou destaque quando matérias jornalísticas revelaram a dificuldade do senador em formalizar sua pré-candidatura à Presidência da República, com prazo final se aproximando no próximo sábado (15). Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar o registro de filiação ao Missão como “fraudado”.
Em resposta à repercussão, o TSE emitiu um comunicado negando que o sistema da Corte tenha sido hackeado. A nota oficial esclareceu que a inclusão do nome do senador ocorreu por meio de “uso indevido” de uma ferramenta de filiação, por alguém com credenciais válidas do partido.
O tribunal informou que o Ministério Público Eleitoral foi acionado e uma investigação interna foi aberta para esclarecer as circunstâncias. “O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações”, declarou o TSE.
Diante dos fatos, o Partido Liberal (PL) protocolou no TSE um pedido de desfiliação de Flávio Bolsonaro do partido Missão, que está sob análise da Corte. O partido Missão, por sua vez, declarou ter detectado a filiação indevida e tentado cancelá-la no sistema do TSE no mesmo dia, porém o pedido foi rejeitado.

