O número de vítimas fatais em decorrência dos terremotos que assolaram a Venezuela na última semana subiu para 1.450, com um total de 3.150 pessoas feridas. A atualização dos dados foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez.
O balanço trágico segue crescendo à medida que as equipes de resgate intensificam os trabalhos na cidade costeira de La Guaira, a região mais severamente afetada pelos abalos sísmicos. Durante o fim de semana, 33 indivíduos foram resgatados com vida, porém, a busca por milhares de desaparecidos continua.
Em resposta à catástrofe, o Brasil iniciou suas operações de busca e resgate no país. Mais de 1.600 socorristas internacionais já estão no território venezuelano, oferecendo suporte às famílias afetadas e aos voluntários locais. A força-tarefa brasileira, coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, concentra-se na localização de sobreviventes em uma missão humanitária internacional.
O contingente brasileiro é composto por cerca de 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além de aproximadamente 10 toneladas de suprimentos e equipamentos, incluindo uma caminhonete. As equipes estabeleceram uma base operacional improvisada na área de Los Corales, onde colaboram ativamente com as autoridades venezuelanas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que os terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, poderiam ter causado mais de 10.000 mortes, o que os posicionaria entre os eventos sísmicos mais letais na América Latina no último século.

