Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Vicentinho Júnior (PP-TO), visa oficializar o papel dos líderes comunitários no Brasil. A proposta, PL 4968/25, estabelece o reconhecimento da função social desses cidadãos e a criação de um Cadastro Nacional de Líderes Comunitários, que funcionará de forma voluntária.
O texto define líderes comunitários como indivíduos que dedicam seu tempo, sem remuneração, à representação, articulação e defesa dos interesses de suas comunidades locais. Caso aprovado, o projeto poderá conceder aos inscritos no cadastro benefícios como descontos de, no mínimo, 50% em passagens de transporte público urbano e intermunicipal, além de meia-entrada em eventos culturais, esportivos e educacionais.
A criação do cadastro será voluntária e de caráter declaratório, sendo organizado por associações e entidades representativas de líderes comunitários. Essas entidades precisarão de credenciamento junto ao Poder Executivo, que, por sua vez, supervisionará e homologará as informações, garantindo transparência. A iniciativa não implicará vínculo empregatício ou obrigações financeiras para o poder público.
Adicionalmente, os líderes comunitários cadastrados poderão ser convidados a participar de audiências públicas e fóruns sobre políticas públicas que afetem diretamente suas comunidades, atuando em caráter consultivo. O Poder Executivo também poderá emitir um certificado simbólico de reconhecimento.
O projeto também prevê prioridade de acesso a programas de capacitação em gestão comunitária, mediação de conflitos e políticas públicas para os inscritos. Segundo o deputado Vicentinho Júnior, a medida busca dar visibilidade e legitimidade institucional ao trabalho essencial dos líderes comunitários, valorizando sua atuação e fortalecendo a participação social.
A proposta agora será analisada pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

