O governo federal confirmou que o salário mínimo vai subir para R$ 1.621 em 2026, mas o que deveria ser uma boa notícia já está gerando revolta nas redes. O aumento de R$ 103 — apresentado como “ganho real” — vem acompanhado de mudanças que restringem o acesso de milhões de brasileiros a benefícios sociais.
Internautas chamaram o reajuste de “aumento vitrine”, apontando que o governo dá com uma mão, mas tira com a outra. E a lista de impactos é grande.
PIS/Pasep: menos pessoas vão receber
O abono salarial, tradicionalmente vinculado ao salário mínimo, agora não acompanha mais o piso.
A renda limite será corrigida só pela inflação — uma mudança vista por muitos como uma manobra para reduzir o número de trabalhadores beneficiados.
Na prática, quem ganha pouco, mas teve um pequeno aumento, pode ficar de fora.
“O governo anuncia aumento, mas na mesma tacada corta gente do PIS. É isso mesmo?”, criticou um usuário.
INSS: aumento no piso, mas reajuste limitado
Aposentados que ganham o mínimo passam a receber R$ 1.621.
Mas os que ganham acima disso terão correção apenas pelo INPC, considerado insuficiente por economistas.
Para críticos, a política congela o poder de compra dos aposentados:
“Reajuste real limitado a 2,5%? Na prática, é um teto que impede o mínimo de crescer de verdade”, reclamou uma aposentada em um grupo de debates.
CadÚnico mais rígido
O Cadastro Único, porta de entrada de programas como Bolsa Família, será atualizado com novo limite de renda:
Renda máxima por pessoa: R$ 810,50
Especialistas alertam que, com a inflação corroendo salários, menos famílias poderão entrar no CadÚnico, dificultando acesso a benefícios essenciais.
Seguro-desemprego sobe, mas mercado precarizado não acompanha
O valor mínimo passa para R$ 1.621.
Porém, o trabalho intermitente — uma das formas mais criticadas pela falta de estabilidade — terá novas referências:
R$ 54,03 por dia
R$ 7,37 por hora
Para centrais sindicais, o aumento não compensa a precarização:
“O salário sobe, mas o trabalhador ganha por hora. Quem vence essa conta?”, questionou um dirigente sindical.
O que está por trás do reajuste?
O governo combina:
INPC acumulado
PIB de 2024 (+3,4%)
Mas a lei aprovada em 2024 limita qualquer ganho real a 2,5%, mesmo com o PIB bombando.
Para críticos, é um jeito elegante de evitar que o salário mínimo avance:
“É aumento com trava. Cresce no anúncio, não no bolso”, ironizou outro internauta.
Nas redes: “Aumento de papelão”
A internet reagiu rapidamente:
“Aumenta o mínimo, mas reduz acesso ao PIS. Isso é matemática eleitoral.”
“Salário mínimo virou marketing político.”
“O pobre sempre paga a conta.”

