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    Início » MPF processa Hospital Albert Einstein por falha em cumprir cotas de residência médica
    Judiciário

    MPF processa Hospital Albert Einstein por falha em cumprir cotas de residência médica

    RedaçãoPor Redação8 de junho de 2026
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    O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação civil pública contra o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, alegando o descumprimento da política de cotas em seus programas de residência médica. A ação busca garantir que o hospital implemente as ações afirmativas previstas em lei, reservando vagas para candidatos com deficiência, negros, indígenas, quilombolas e pessoas trans, conforme os percentuais estabelecidos pela legislação vigente.

    Os procuradores solicitam a abertura de editais complementares para o processo seletivo de 2026, a fim de incluir as vagas destinadas a esses grupos. Segundo o MPF, a aplicação das cotas é essencial para promover a igualdade de oportunidades e assegurar que a composição do corpo de médicos residentes reflita a diversidade étnica e sociocultural da sociedade brasileira.

    Dados apresentados pelo MPF indicam que, apesar de negros serem maioria na população, representam apenas 27,5% das vagas de residência no Einstein, enquanto 70,1% dos residentes se autodeclaram brancos. O órgão ressalta que a reserva de vagas é obrigatória para instituições privadas que oferecem programas de residência médica com treinamento vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme regulamentação federal de 2025.

    A ação aponta que a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein optou por não reservar vagas para minorias étnico-raciais e grupos vulnerabilizados no processo seletivo de 2026, contrariando as normas do Ministério da Saúde. O MPF argumenta que o hospital, ao se beneficiar de isenções fiscais e recursos públicos indiretos, possui obrigações de promover a igualdade material e reduzir desigualdades históricas.

    Em resposta, o Hospital Albert Einstein informou à Agência Brasil que ainda não foi oficialmente notificado sobre a ação e, portanto, desconhece os detalhes do processo.

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