O futuro da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que a decisão sobre a manutenção ou não do regime ocorra até a próxima quinta-feira (25), data que marca o fim do período de 90 dias de prisão especial.
Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de reclusão no âmbito de um processo que apura uma trama golpista, encontra-se em regime de prisão domiciliar temporária desde 27 de março deste ano. A defesa do ex-presidente argumentou, em momentos anteriores, que o agravamento de seu estado de saúde, incluindo uma pneumonia bacteriana, impedia seu retorno ao presídio.
A análise de Moraes se baseará em exames de saúde recentes apresentados pela defesa. O ministro avaliará se as condições de Bolsonaro permitem que ele permaneça em casa ou se deve retornar para a unidade prisional. Paralelamente, o caso envolvendo uma arma de fogo atribuída ao ex-presidente, apreendida recentemente, também pode influenciar a decisão.
Na semana passada, um segurança de Bolsonaro foi detido em Brasília portando uma arma pertencente ao ex-presidente, alegando que o armamento seria levado para conserto. Moraes solicitou explicações sobre o incidente, especialmente considerando a proximidade do fim do período de 90 dias da prisão domiciliar.
Atualmente, em regime de prisão domiciliar temporária, Bolsonaro utiliza tornozeleira eletrônica e necessita de autorização do STF para receber visitas. A segurança de sua residência é realizada pela Polícia Militar para prevenir fugas. Adicionalmente, o ex-presidente está impedido de utilizar celular, acessar redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros, e de produzir conteúdo em vídeo para a internet.

