O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a oitiva presencial do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo pertencente a ele, em posse de um de seus seguranças. A Polícia Civil do Distrito Federal é responsável pela investigação.
A decisão atende a um pedido do delegado Thiago Boing, que conduz o caso. O depoimento está marcado para a próxima terça-feira (23), às 15h, e ocorrerá na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar. Anteriormente, tentativas de notificar o ex-presidente foram frustradas pela equipe de segurança.
Na mesma determinação, Moraes solicitou que a defesa de Bolsonaro informe, em até 48 horas, se os agentes de segurança pessoal do ex-presidente são dispensados durante o período noturno.
O episódio ocorreu na noite de segunda-feira (15), quando um veículo Honda Civic foi abordado em um bloqueio policial em Taguatinga. O motorista, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), declarou que a arma Glock 9 milímetros (mm), encontrada com um carregador sobressalente, pertencia a Jair Bolsonaro.
Conduzido à delegacia, o motorista alegou que a arma lhe foi entregue para reparo devido a uma pane. Ele afirmou que retirou a pistola no mesmo dia da apreensão com o objetivo de consertá-la, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte.
A defesa de Jair Bolsonaro confirmou a propriedade da arma, explicando que ela foi deixada com o segurança para ser enviada a conserto. Os advogados ressaltaram que o ex-presidente não possui restrições legais para manter a posse de armamentos em sua residência.

