A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustível na região metropolitana para lavar dinheiro. A investigação aponta a participação de agentes públicos no esquema.
Segundo informações, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Os dados são provenientes de um Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que foi encaminhado à PF.
Na manhã de hoje, agentes federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A justiça também determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros ilícitos que possam surgir durante o andamento das investigações.
A operação faz parte da força-tarefa Missão Redentor II, uma iniciativa da PF focada em desarticular organizações criminosas que atuam no estado, seguindo determinações do Supremo Tribunal Federal.
Na fase anterior da Operação Unha e Carne, realizada no início deste mês, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão contra figuras como o contraventor Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, o empresário Márcio Poncio e o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral.

