Em apenas 30 dias de atuação, o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado já gerou um impacto financeiro significativo, causando um prejuízo estimado em R$ 1,6 bilhão para organizações criminosas. O balanço inicial, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), também contabiliza 7.961 prisões e a apreensão de 82,5 toneladas de drogas.
Lançado no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa tem como objetivo principal enfraquecer financeiramente as facções, além de combater o tráfico de armas e drogas, aprimorar investigações e recuperar áreas dominadas pelo crime. As ações integradas das forças de segurança federais, estaduais e municipais foram responsáveis pelos resultados expressivos.
Além do prejuízo direto às facções, as operações resultaram no bloqueio de R$ 523 milhões em bens de acusados ligados ao crime organizado. Para alcançar esses números, foram realizadas 11 operações estratégicas, com a participação de 9.964 agentes de segurança.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que o programa representa uma nova abordagem na segurança pública. “O Brasil está construindo uma estratégia permanente de combate ao crime organizado. Não estamos falando apenas de operações policiais, mas de um esforço nacional para enfraquecer financeiramente as facções, combater o tráfico de armas e drogas, fortalecer as investigações e recuperar territórios para o Estado e para a população”, afirmou.
O programa Brasil Contra o Crime Organizado prevê um investimento total de R$ 11 bilhões. Deste montante, R$ 1 bilhão virá do Orçamento da União, enquanto os R$ 10 bilhões restantes serão provenientes de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinados aos estados.

