O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre a apreensão de uma arma de fogo de sua propriedade. A arma foi encontrada em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de segunda-feira (15).
Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar desde 24 de março, após ter deixado o hospital onde tratava uma pneumonia bacteriana. A arma, uma pistola Glock calibre 9 milímetros, juntamente com um carregador sobressalente, foi localizada em um veículo Honda Civic parado em um bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga, por volta das 23h30 de segunda-feira.
O motorista do veículo, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), declarou que a arma pertencia ao ex-presidente e que lhe foi entregue para reparo. Ele afirmou ter retirado a pistola no mesmo dia para conserto e que pretendia devolvê-la no dia seguinte.
Na decisão, Moraes solicita que a defesa de Bolsonaro explique a posse da arma com carregador adicional em sua residência, especialmente considerando o período próximo ao fim da prisão domiciliar humanitária. O ministro também questiona o motivo da solicitação de reparo do armamento às vésperas do encerramento deste benefício.
Adicionalmente, o ministro determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar de Bolsonaro, esclareça se as ordens judiciais de revista em veículos que deixam a residência do ex-presidente, incluindo viaturas oficiais, estão sendo integralmente cumpridas. Anteriormente, Bolsonaro cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, na Papuda, após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

