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    Início » Justiça do Rio mantém condenação de Dr. Jairinho no caso Henry Borel
    Judiciário

    Justiça do Rio mantém condenação de Dr. Jairinho no caso Henry Borel

    RedaçãoPor Redação17 de julho de 2026
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    O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) confirmou, nesta quinta-feira (16), a decisão que condenou o ex-vereador Jairo Santos Souza Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte do menino Henry Borel. A defesa do ex-parlamentar havia entrado com um recurso buscando anular o julgamento, mas o pedido foi negado.

    O recurso da defesa contestava uma decisão anterior da 7ª Câmara Criminal do Rio, que em maio já havia rejeitado a solicitação para que o júri fosse realizado em outra comarca. O argumento principal apresentado era que a intensa cobertura midiática do caso poderia ter influenciado indevidamente a imparcialidade dos jurados.

    A segunda vice-presidente do TJ-RJ, desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, fundamentou sua negativa ao recurso afirmando que a defesa não apresentou provas concretas que demonstrassem a existência de ilegalidades na decisão anterior. Caso o recurso fosse aceito, haveria a possibilidade de um novo julgamento ser marcado.

    Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação, expressou satisfação com a decisão, reforçando que não havia motivos para transferir o julgamento da capital. Ele destacou que a grande repercussão do caso se deve à gravidade dos fatos envolvendo uma criança de apenas 4 anos e reiterou seu compromisso em acompanhar o processo, buscando que nenhuma manobra processual obscureça a verdade e a memória de seu filho.

    Em junho deste ano, Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de reclusão pela morte de Henry Borel Medeiros, ocorrida em março de 2021. Monique Medeiros, mãe da criança, teve sua condenação desclassificada para homicídio culposo, recebendo perdão judicial e um ano e quatro meses de prisão por omissão em relação à tortura, pena considerada cumprida após o tempo de prisão preventiva. O julgamento, que durou 11 dias, é um dos mais extensos da história do Judiciário fluminense.

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